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INFORMAÇÕES SOBRE ASTROLOGIA VISANDO O PROJETO DE LEI
QUE REGULAMENTA A PROFISSÃO DE ASTRÓLOGO

M.T.46000.004125/98

Rio de Janeiro, 01 de fevereiro de 2004.

Ao Ilmo. Deputado Leonardo Picciani

Prezado Senhor,

Há mais de 30 anos o meio astrológico vem se organizando no Brasil em Associações e Sindicatos que congregam exclusivamente astrólogos ou estudantes de Astrologia, cuja relação apresentamos na página seguinte. Em 1977, a primeira destas organizações, a Associação Brasileira de Astrologia (ABA), empenhou-se e conseguiu inserir a atividade de astrólogo na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho, revisada e revalidada na CBO 2000, sob o código 5167-05, que descreve detalhadamente nossa atividade. No entanto, desde 1990, já havia se iniciado um movimento nacional em prol da Regulamentação da Profissão de Astrólogo.

O motivo de nossa preocupação quanto à necessidade da regulamentação está baseado nos danos que podem ser causados à sociedade por pessoas que utilizam a Astrologia sem a formação técnica apropriada e as qualificações adequadas – o que pode causar riscos à saúde, bem estar e segurança psicológica da população. Para praticar a Astrologia com seriedade são necessários vários anos de estudo dedicado, além da constante atualização. Existem muitas escolas e profissionais que ministram formação em vários estados do Brasil, mas a possibilidade – e a vontade – de acessar apenas uma pequena parcela deste conhecimento, repassada através de livros e até de pessoas não qualificadas, levam a que muitos se proponham a atender ao público sem possuir as condições necessárias para tal.

Nossos sindicatos estão se preparando para coibir a entrada, em seu meio, de pessoas que não possuem a formação apropriada – entretanto não temos condições de interferir junto àqueles que não nos procuram, nem de oferecer soluções às pessoas que reclamam de atendimentos inadequados. Por isso, estamos promovendo um Movimento Nacional em Prol da Astrologia, recolhendo nomes de todos aqueles que a praticam, estudam, utilizam ou apoiam, para que possamos demonstrar a importância deste saber e de sua prática em nossos dias.

Tendo em vista o acima exposto, solicitamos à V.Sa. sua atenção para o PL nº 6748/2002 que propõe a regulamentação de nossa atividade.

Colocamo-nos a disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários, por telefone (            21-2556-3582      ) ou pessoalmente no Rio de Janeiro; ou então em Brasília, através do Presidente e Vice Presidente do Sindicato dos Astrólogos de Brasília e Distrito Federal, Maurice Jacoel e Ricardo Lindemann (61-226-8857).

No aguardo de uma resposta.

Atenciosamente,

Celisa Beranger – Presidente do SINARJ

M.T.46000.004125/98

Eis as entidades existentes que congregam exclusivamente astrólogos:

ASSOCIAÇÕES

sigla nome data de fundação
ABA Ordem Nacional dos Astrólogos e Cosmo-Analistas 12 de Outubro 1971
SARJ Sociedade de Astrologia do Rio de Janeiro 18 de Setembro de 1980
ASAS Astrólogos Associados – Paraná 20 de Maio de 1990
AACe Astrólogos Associados do Ceará Outubro de 2000
SETA – PB Sociedade da Tradição Astrológica da Paraíba 02 de Setembro de 2002

SINDICATOS

sigla nome data de fundação
SAESP Sindicato dos Astrólogos do Estado de SP 19 de Outubro de 1980
SINARJ Sindicato dos Astrólogos do Rio de Janeiro 14 de Março de 1989
SINASPE Sindicato dos Astrólogos de Pernambuco 28 de Dezembro de 1989
SINASPAR Sindicato dos Astrólogos do Paraná
SINDASTRO Sind. dos Astrólogos e Cosmo-analistas de MG 28 de Maio de 1998
SIGNOA Sindicato Goiano de Astrologia 01 de Outubro de 1998
SAERGS Sindicato dos Astrólogos do Rio Grande do Sul 8 de Junho 2002
SINABRA Sindicato dos Astrólogos de Brasília e DF 20 de Outubro de 2002

SINARJ – SINDICATO DOS ASTRÓLOGOS DO RIO DE JANEIRO
Av. Presidente Vargas, 590 sala 902 – Centro – RJ – CEP 20071-000
Tel.:             (021) 2213-0972       – www.sinarj.com.br
Sede Própria

Justificativa: ASTROLOGIA, CULTURA E PROFISSÃO
por Marcus Reis Pinheiros, Doutor e Mestre em Filosofia, PUC-RJ e Bacharel em Filosofia pela UFRJ

 

Não há dúvida de que a astrologia ocupa um espaço em nossa cultura: colunas de horóscopos, encartes em revistas, entrevistas com astrólogos, perguntas cotidianas do tipo ‘qual é o seu signo’ – tudo isso participa do dia a dia da população brasileira. Inegavelmente, a Astrologia está entranhada na cultura em que vivemos, participa de uma área do saber humano e, por isso, são relevantes o cuidado e a atenção ao que ela seja e ao modo como é exercida. A grande maioria das pessoas, no entanto, não se digna a conhecer melhor o que seja a astrologia, e se julga no direito de criticá-la ou defendê-la.

Não é de hoje que a Astrologia faz parte da cultura humana. Uma bibliografia completa de todos os autores da História do Ocidente que se dedicaram à astrologia encheria centenas de páginas – desde Manilius, astrônomo-astrólogo do século I a.C., passando por Ptolomeu na Antiguidade tardia, atravessando a Astrologia árabe e as querelas astrológicas da Idade Média para cortar a Renascença de Lilly e Kepler até atingir os dias atuais, com as pesquisas estatísticas de Gauquelin. Ninguém pode afirmar que a literatura especializada no tema seja pouca, pelo contrário: se alguém se dispuser a estudar a Astrologia e suas várias manifestações na história e compará-la com a que é praticada hoje em dia, levaria anos para dar cabo de tal trabalho, caso quisesse ser criterioso. E não é leviana a idéia da renomada historiadora Tamsyn Barton, ganhadora do prêmio Routledge de História Antiga de 1993, de que a Astrologia e seus vários desdobramentos na sociedade, na política e nas idéias possa ser um excelente fio condutor para se estudar o Ocidente.

Mas não é só como história da cultura que nos interessa a Astrologia. Muitos ainda não conhecem a comunidade de profissionais astrólogos que há décadas vêm fundando sindicatos e escolas, discursando em congressos, ensinando e praticando as diversas vertentes da astrologia contemporânea, junto à sociedade brasileira. É essa comunidade de astrólogos que levanta a bandeira da regulamentação da sua profissão , visando especialmente à respeitabilidade perante a sociedade que tão pouco a conhece. A regulamentação tem o apoio de sérios profissionais e professores que, prestando serviços à comunidade brasileira, quer ver sua atividade respeitada, difundida e regulamentada. Esse é um primeiro passo, que visa um esclarecimento do que seja exatamente a Astrologia, de seus limites e potenciais, bem como um espaço para pesquisas e uma formação completa. Aliás, a prática da Astrologia é naturalmente perpassada por outras disciplinas, tais como História, Astronomia, Mitologia e Psicologia – o que dessa forma justifica a interdisciplinariedade em sua formação. Conseqüentemente, ela exige uma aplicação tal que é impossível que seja realizada em curto espaço de tempo, demandando, como outras disciplinas, anos de estudo.

É nesse sentido que a regulamentação da profissão de astrólogo vem suportar a vontade daqueles que querem o aprimoramento dos profissionais, o esclarecimento da sociedade acerca dos limites e potenciais da astrologia e, dessa forma, defender o legítimo direito dos consumidores.

Manifesto 1: SOBRE O ETERNO CASO DA ASTROLOGIA

por Filipe Ceppas, mestre em filosofia, PUC/RJ, doutorando em filosofia da educação, PUC/RJ, professor contratado do Depto. de Didática da UFRJ e professor do Depto. de Filosofia da Universidade Gama Filho

(artigo enviado ao Jornal da Ciência on line da SBPC em 26 de junho de 2002 por ocasião do artigo publicado no mesmo sob o título PROJETO DE REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE ASTRÓLOGO CAUSA PROTESTOS)

Quando os cientistas confundem a potência hermenêutica e criativa dos signos com a pretensão da verdade da ciência, e atacam, com zelo impecável, a astrologia e outras “crenças populares”, sem levar em consideração seus aspectos lúdicos, históricos, sociológicos, simbólicos, psicológicos, existenciais, etc., eles parecem se igualar aos astrólogos infelizes que defendem a astrologia como ciência.

Esses cientistas baseiam suas críticas em um conhecimento superficial não apenas da astrologia, mas também da história da cultura e da própria história da ciência. Ao invés de encarar a astrologia como uma interessantíssima porta de entrada à história da ciência de modo geral e à própria compreensão científica dos fenômenos celestes, de propriedade de uma astronomia aparentemente tão frágil, tão ameaçada; ao invés de encará-la como possível objeto de estudo, onde pode-se fazer cruzar, ainda, estudos filosóficos, sociológicos e antropológicos, com o intuito de se compreender criticamente os sentidos dessas “hermenêuticas” na sociedade; eles reduzem tudo a uma luta entre a santa razão luminosa e o irresponsável charlatanismo obscurantista.

Esses cientistas parecem preferir que a astrologia continue tendo a força que sempre teve; que seus praticantes mantenham a aura esotérica que ‘desencaminha’ a população com crendices e espírito anti científico. Eles não querem negar apenas o direito de um grande contingente de profissionais a uma melhor formação; eles negam, de modo autoritário, até mesmo que se discuta tal assunto seriamente.

De certo que eles nunca leram os textos fundamentais de Paul Feyerabend, Adorno ou Yates sobre o assunto. Aconselho tais leituras, antes que, por coerência, após tão augusta batalha, a sociedade cobre deles outra santa cruzada, agora contra os cursos superiores de teologia.

Manifesto 2: ARTUR DA TÁVOLA RESPONDE À COMUNIDADE CIENTÍFICA

por Artur da Távola, autor de um dos projetos de lei que tramita na Câmara ( 43/2000 ) e até então ex-senador pelo PMDB, publicado no Jornal Universus em julho de 2001

Recebi mensagem de ilustre professora da Bahia, Doutora em astrofísica, que discorda de projeto que apresentei no Senado regulamentando a profissão de astrólogo. Abaixo, um trecho da carta dela e a minha resposta:

“(…) Foi com preocupação que recebi, através da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), a notícia que Vossa Excelência propôs projeto de lei que regulamenta a profissão de astrólogo.

Como membro da SAB fiquei extremamente preocupada com sua atitude porque esta suposta ciência não se baseia na análise científica dos dados disponíveis, mas se aproveita da necessidade humana de encontrar sentido ‘ cósmico’ para seus atos. A meu ver e na opinião da comunidade de astrônomos, este projeto de lei regulamenta um tipo de charlatanismo e obscurantismo bastante danoso à nossa sociedade.”

Resposta:

(…) Quanto ao meu projeto, ele existe exatamente para impedir o charlatanismo. Regulamenta com muito rigor a atividade que existe, não é proibida e está ao léu. Lateralmente, devo dizer-lhe que há astrólogos sérios e com formação científica, sim. Perdoe-me, mas a astrologia é mais antiga do que a astrofísica na história da humanidade. O cientificismo que dominou o século 20 tende a rejeitar o que dele não decorra.

Muito do avanço técnico-científico deve-se a isso, não nego. Mas ele radicaliza em relação a alternativas não ocidentais, usadas em todos os campos humanos do outro lado do mundo. Defensor da ciência, da educação e da cultura, o sou também do ecletismo, da abertura do pensamento em todas as direções. Na do ocidente e na do oriente.

Nisso talvez discordemos, mas por certo nos entendemos no desejar o melhor para o país, ao qual não pretendo “salvar” com o projeto em questão, mas impedir que vicejem charlatões e aproveitadores do pensamento mágico . Este massacrado pela ciência, opera numa faixa de intuição e de outros alcances paralelos aos percebidos pelo mundo da matéria. Seria o mesmo que condenar as religiões por admitirem a metafísica só porque esta não pode ser comprovada cientificamente. O desiderato da ciência de a tudo explica, encrencou-se, ao final do século 20, quando a lei da casualidade opôs-se à lei da causalidade.

A humanidade deve estar aberta a todas as formas possíveis de conhecimento e não apenas às consagradas pelo “establishment” ocidental. Até porque, hoje o mercado apropriou-se de suas melhores descobertas e apenas quem faz ciência pura ou a leciona consegue livrar-se dessa dualidade terrível: entregar ao sistema suas melhores descobertas para este explorar ou permanecer em seu posto, esquecido e esmagado, dando a luta com enorme valor nas cátedras e nas escolas. Como deve ser o seu caso, razão pela qual respeito sua opinião e agradeço que a tenha manifestado com franqueza, lealdade e invejável compostura.

Lendo o meu projeto verificará o cuidado com a formação, os anos de estudos, com estágios; enfim, tudo o que acontece com as demais profissões. Verificará que coloquei barreiras em vez de abrir a porteira.

A CBO E A DEFINIÇÃO DA OCUPAÇÃO DE ASTRÓLOGO

histórico:

A Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) é o documento normalizador do reconhecimento, da nomeação e da codificação dos títulos e conteúdos das ocupações do mercado de trabalho brasileiro. É ela quem reconhece e descreve as características destas ocupações. Sua atualização e modernização se devem às profundas mudanças ocorridas no cenário cultural, econômico e social do país nos últimos anos, implicando alterações estruturais no mercado de trabalho.

A nova CBO, atualizada 20 anos depois da primeira classificação, e que passou a vigorar a partir 2002 , representa uma radiografia desse novo mercado de trabalho e das novas ocupações que ele demanda. Sua nova versão classifica também estas ocupações por famílias , que englobam um conjunto de ocupações similares. No entanto, uma das grandes novidades deste documento foi o método utilizado no processo de descrição, que contou com a colaboração de comitês formados por profissionais que se ocupam de tais atividades – e isto porque partiu-se da premissa de que a melhor descrição é aquela feita por quem exerce efetivamente cada ocupação . Descreveram suas ocupações, entre outros, parteiras, tintureiros, lavandeiros, trabalhadores florestais, caciques, mães de santo e pajés, dançarinos, artistas de circo, agentes comunitários de saúde, charuteiros, músicos e compositores – e também nós, os astrólogos .

características da nova classificação

FAMÍLIA OCUPACIONAL: Astrólogos e Numerólogos

CLASSIFICAÇÃO: 5167-05 – astrólogos e cosmoanalistas

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE: orientam pessoas, organizações privadas ou públicas; fazem previsões com base na interpretação de configurações astrológicas. Pesquisam e elegem momentos e locais precisos para diversos objetivos. Podem ministrar cursos, dar consultoria e atuar nos meios de comunicação.

CONDIÇÕES GERAIS DE EXERCÍCIO: trabalham em atividades ligadas aos serviços pessoais, no ensino, em empresas privadas ou públicas, fundações e instituições diversas, como autônomos ou empregadores. Podendo formar equipe e organizar reuniões de trabalho para análises conjuntas. Trabalham em ambientes fechados, em diferentes locais e horários irregulares.

FORMAÇÃO E EXPERIÊNCIA: para essa família ocupacional é desejável que os profissionais tenham o ensino médio completo, cursos básicos de qualificação profissional que variam de duzentas a quatrocentas horas-aula e experiência entre três e cinco anos.

ÁREAS DE ATIVIDADE: fazer previsões; interpretar posições planetárias; estabelecer relações histórico-temporais; avaliar organizações; elaborar cálculos e gráficos; eleger momentos e locais precisos para determinados objetivos; pesquisar relação entre o Cosmo e o Homem e os fenômenos naturais.

COMPETÊNCIAS PESSOAIS: demonstrar capacidade de abstração, de análise e síntese, de raciocínio lógico, de observação e de transmissão de conhecimento; capacidade de interpretar linguagem simbólica; apresentar raciocínio analógico; habilidade na interação com o público; empatia e sensibilidade; cultivar cultura geral; ética e sigilo; imparcialidade; respeitar o livre arbítrio do cliente; tolerância; senso crítico; ministrar cursos.

STATUS INTELECTUAL DA ASTROLOGIA

Aqui se encontram mencionados os textos mais representativos que foram escritos sobre Astrologia. No entanto, nos limitamos a mencionar textos que não foram escritos exclusivamente por astrólogos, justamente para demonstrar a relevância deste saber para profissionais e intelectuais de outras disciplinas.

Livros:

· A COSMOPSICOLOGIA – OS ASTROS E OS TEMPERAMENTOS, de Michel Gauquelin. Ed. Ática, 1977.

Este livro é histórico e constitui um dos pilares na tentativa de dar à Astrologia um tratamento científico. Seu autor, ao ser contratado na década de 50 pelo observatório de Paris para provar que o fenômeno astrológico não existia, acabou descobrindo o contrário, revelando que há, sim, uma correlação entre certas configurações celestes e certos grupos profissionais – o que foi conhecido sob o título de Efeito Marte. Sua pesquisa o ocupou praticamente dos anos 50 aos 70 e através dela descobriu, com espanto renovado, que o nível estatístico encontrado ultrapassava em muito a margem do meramente casual.

· EM DEFESA DA ASTROLOGIA, de John Anthony West. Ed Siciliano, 1992.

Este livro causou imensa repercussão na época do seu lançamento e continua até hoje tendo seu peso histórico. Ele constitui talvez a primeira tentativa de se levantar e reunir todas as provas científicas que já foram encontradas para o fenômeno astrológico, rebatendo inclusive as mais diversas acusações feitas pelos seus oponentes, que insistem em apresentá-la como uma superstição ou como uma proto-ciência já superada. Desse modo, ao fazer isto, acaba reescrevendo um importante capítulo da História da Astrologia: o seu lugar na modernidade.

· A ASTROLOGIA – A EVIDÊNCIA CIENTÍFICA, de Percy Seymour. Ed Nova Era, 1997.

O autor, um dos astrônomos de maior renome da Inglaterra, arrisca sua reputação em nome de descobrir as causas que estão implícitas nas afirmações dos astrólogos, isto é, de que há uma relação entre as configurações celestes e a vida humana aqui na Terra. Para ele, a explicação para tal fenômeno repousa no fato de que existem linhas de força magnéticas que cobrem todo o planeta – e que estamos todos “geneticamente sintonizados” para reagir diferentemente a esta influência magnética.

· A ASTRONOMIA NA ÉPOCA DOS DESCOBRIMENTOS – O CÉU DOS NAVEGANTES NOS SÉCULOS XV E XVI, de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão. Ed Lacerda, 2000.

Escrito pelo nosso grande astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, este livro apresenta uma minuciosa pesquisa sobre o significado da Astronomia nas grandes conquistas dos navegadores portugueses e espanhóis, enfocando a importância das culturas árabes e islâmicas neste empreendimento, sobretudo quando se considera a confluência dos saberes matemáticos e astronômicos – e astrológicos , visto que estas atividades eram exercidas normalmente pelo mesmo profissional, às quais ainda se agregavam a atividade de médico e de cartógrafo.

· BRASIL, TERRA À VISTA! – A AVENTURA ILUSTRADA DO DESCOBRIMENTO, de Eduardo Bueno. Ed LPM, 2000.

O livro traz informações e iconografia do mundo na época do descobrimento do Brasil, assim como suas causas e desdobramentos, e divulga uma cópia da carta do Mestre João Faras escrita em 27 de abril de 1500, onde se faz um levantamento daquela que talvez possa ser considerada a primeira observação celeste feita em Terra Brasilis . Deve-se lembrar que Mestre João Faras era astrônomo, médico – e astrólogo , o que lhe conferia o título de bacharel em Artes e Medicina.

· CONVERSANDO COM OS PLANETAS – COMO A CIÊNCIA E O MITO INVENTARAM O COSMO, de Anthony Aveni. Ed Mercuryo, 1993.

O autor, astrônomo-antropólogo renomado, foi considerado como um dos 10 melhores professores universitários atuantes nos EUA em 1991. Para ele, as culturas antigas interligam astronomia, mitologia e antropologia, mostrando a estreita relação existente entre o Homem e o Céu – e que seria uma falta de inteligência desprezar tal conhecimento em nome dos cânones da ciência moderna.

· INDIVÍDUO E COSMOS NA FILOSOFIA DO RENASCIMENTO, de Ernst Cassirer. Ed Martins Fontes, 2001.

Este livro é a mais significativa das obras alemãs já escritas sobre o assunto – e nela constam nada mais nada menos do que 40 páginas analisando a importância do saber astrológico. Nela, o autor defende a idéia de que toda a filosofia do Renascimento ( e, em especial, o humanismo aí nascido) tem um débito imenso para com a Astrologia visto que as suas premissas mais fundamentais tiveram que ser enfrentadas uma por uma pelos pensadores da época, de modo que pudessem enfim desenvolver os princípios de liberdade criatividade , típicos do Renascimento.

· A ASTROLOGIA, de Suzel Fuzeau-Braesch, Ed Jorge Zahar, 1990.

Nesta obra a autora apresenta uma introdução à Astrologia – para os leigos – e uma pesquisa histórica sobre seu desenvolvimento para aqueles já conhecedores do assunto. Valendo-se de sua formação (doutora em Ciências pela Universidade de Paris), propõe o estudo científico da Astrologia, uma vez que, em plena era da informática, os recursos para a realização de pesquisas sobre temas aparentemente contraditórios já estão bastante desenvolvidos.

· ANCIENT ASTROLOGY,  de Tamsyn Barton. Ed Routledge, 1994.

Este livro traça a história da Astrologia desde seu florescimento na Mesopotâmia até o começo do Império Bizantino, enfatizando o período Greco-Romano.  O livro apresenta também uma análise do desenvolvimento teórico da Astrologia e da sua utilização prática, mencionando as mudanças sociais e políticas em curso.

· PENSAR NA IDADE MÉDIA, de Alain de Libera. Ed. Trinta e Quatro, 1999.

O autor, uma das principais figuras atuais da Filosofia Medieval, reflete sobre a visão equivocada da Idade Média na cultura contemporânea, recuperando sobretudo o diálogo tão importante que o Islã e a filosofia árabe mantiveram com o Ocidente por esta época. Ao fazer isto, dedica 52 páginas do seu livro para situar a Astrologia dentro do organograma do saber deste período, tamanha a sua importância, e que já se subdividia em duas correntes: uma propriamente mágica, que a fazia aparecer no conjunto dos conhecimentos profanos, e outra propriamente matemática , que a fazia aparecer no conjunto das Artes Liberais – o que lhe dava umestatus científico , constituindo o programa pedagógico da época.

· TRIVIUM & QUADRIVIUM – AS ARTES LIBERAIS NA IDADE MÉDIA, de diversos autores e sob a coordenação de Lênia Márcia Mongelli. Ed Ïbis, 1999.

Livro único no gênero e que procura reconstituir o grande modelo pedagógico que vigorou ao longo de toda a Idade Média, responsável não só pela formação do intelectual da época mas também pelo desenvolvimento e pela autonomia que cada uma destas disciplinas sofreu depois deste período. Neste modelo, figura a Astronomia-Astrologia, que era ensinada nas universidades européias, compondo a última disciplina das Artes Liberais . Tal capítulo é exposto de maneira primorosa pelo astrônomo Amâncio Friaça.

· ASTROLOGIA, COSMO E DESTINO, de Siegried Böhringer. Ed Vozes, 1992.

Para o autor, cristão convicto, há um bom motivo para se ocupar da Astrologia, quebrando inclusive o enorme ceticismo que existe com relação a ela: é que suas idéias incorporam problemas básicos da condição humana, de que ninguém pode escapar. Seu livro põe frente a frente os defensores e os adversários da Astrologia, convidando-os a ponderar tanto a relação do indivíduo humano com o cosmos mas também com o próprio destino.

· PSICOLOGIA DO FUTURO – LIÇÕES DAS PESQUISAS MODERNAS DE CONSCIÊNCIA, de Stanislav Grof. Ed. Heresis, 2003.

Neste livro, o atualíssimo psiquiatra Stanislav Grof, responsável pelos avanços mais importantes na área psicológica desde Freud e Jung, afirma categoricamente que a Astrologia “é a estratégia mais promissora para a psiquiatria do futuro”. E isto porque ele descobriu haver uma relação entre os trânsitos astrológicos e alterações nos estados de consciência. Para ele, a Astrologia “poderia ser vista como um complemento útil ao campo da ciência ao invés de uma inconciliável rival da visão científica do mundo. A abertura conceitual para essa possibilidade tornaria factível a utilização do grande potencial que a Astrologia contém como ferramenta clínica e de pesquisa para a psiquiatria, a psicologia e a psicoterapia, assim como para várias outras disciplinas”.

Periódicos:

· Revista GALILEU, a primeira da série de suas Edições Especiais, publicada em maio de 2003 sob o títuloAstrologia: Ciência ou Misticismo?

Revista que procura aproximar a Ciência do público leigo resolve, por conta da solicitação dos seus leitores, abordar o tema astrológico através de diversos pontos-de-vista. No final, seu editor Maurício Tuffani conclui que pouco importa se a Astrologia é ou não uma ciência: o que importa é verificar as alegações e os usos que os astrólogos dela fazem.

· Revista VENTURA, em especial as de número: 32, do outono de 2000, contendo o artigo intitulado Primeiras Observações da Astronomia no Brasil ; e 42, do inverno de 2003, contendo o artigo intitulado Johannes Kepler, Astrônomo e Astrólogo, ambos escritos pelo renomado astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão.

Revista luxuosa, bilíngüe e trimestral resolve por duas vezes abordar explicitamente o tema astrológico nas edições mencionadas: na primeira, analisa a carta escrita em Porto Seguro na data de 27 de abril de 1500 pelo mestre João Faras, astrônomo-astrólogo que pertencia à esquadra de Cabral; na segunda, narra a vida e a história de Kepler, o notável astrônomo alemão que iniciou a sua carreira e garantiu a sua subsistência elaborando mapas astrológicos.

· Revista SIGNUM da Associação Brasileira de Estudos Medievais, editada pela Fapesp em 2000, contendo o artigo chamado A Corte e as Estrelas: A Astronomia Durante o Renascimento Carolíngio , escrito por Amâncio Friaça, membro do Instituto Astronômico e Geofísico da USP.

Neste artigo o autor procura demonstrar o quanto que a ideologia cultivada de maneira exemplar na corte de Carlos Magno (768-814) reencontra uma astronomia clássica que fornece uma estética toda própria para o poder imperial, prenhe de símbolos celestes magníficos e também de antevisões astrológicas para os seus governantes, fundindo as três astronomias existentes: 1) a do calendário solar da vida civil e dos agricultores, 2) a do computus da Páscoa da Igreja e 3) a da marcação das horas de oração dos monges – permitindo assim que se desenvolvesse o cálculo para a confecção de mapas astrológicos.

· Jornal FOLHA DE SÃO PAULO, em seu caderno especial Mais, publica em 19 de agosto de 2001 uma matéria especial sob o título Signos em Rotação , todo dedicado à Astrologia.

Doze das páginas deste caderno especial procuram discutir o papel da Astrologia nas sociedades contemporâneas, recontando a sua história tanto do ponto-de-vista mais científico quanto popular. Ele divulga que o famoso historiador inglês Peter Burke está escrevendo um livro onde conta a história dos últimos 500 anos desta disciplina, e também lembra que o filósofo Theodor Adorno já havia se ocupado do assunto ao elaborar em 1952 uma análise sobre horóscopo de jornal.

 

Teses acadêmicas:

· A ASTROLOGIA COMO UM CAMPO PROFISSIONAL EM FORMAÇÃO: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA SOBRE O PROCESSO DE INSTITUCIONALIZAÇÃO DO CAMPO PROFISSIONAL DA ASTROLOGIA, de Adriana Venuto. Mestrado em Sociologia. UFMG. Orientador: Maria Ligia de Oliveira Barbosa. 01/02/1998.

Esta dissertação tem como objetivo estudar o processo de formação e institucionalização da profissão de astrólogo, tentando compreender de que maneira os grupos de astrólogos vem se organizando para legitimar formas específicas de atuação e desenvolver estratégias para sua inserção no campo profissional geral.

· ASTROLOGIA: UM ESTUDO DE ANTROPOLOGIA SOCIAL, de Luis Rodolfo da Paixão Vilhena. Mestrado em Antropologia Social. UFRJ. Orientador: Gilberto Velho. 01/03/1988.

Esta dissertação analisa as crenças e representações da classe média carioca com relação ao uso da astrologia e à formação de um discurso muito específico que, fundindo psicanálise, esoterismo e religião acaba por desenvolver uma linguagem simbólica que tenta responder à fragmentação em que vive o homem moderno. Vê-se, assim, que esse saber – que se transforma num fenômeno da cultura contemporânea, mal conhecido – não pode ser reduzido à mera sobrevivência do irracional. Esta tese dá origem depois ao livro O MUNDO DA ASTROLOGIA, editado pela Jorge Zahar em 1990.

· ASTROLOGIA, MEIO-AMBIENTE E PERSONALIDADE: UM ESTUDO EMPÍRICO, de Paulo Roberto Grangeiro Rodrigues. Mestrado em Psicologia Social. USP. Orientadores: Anna Mathilde Pacheco e Chaves Nagelschmidt. 01/06/1997.

Esta dissertação procura investigar o campo das correlações existentes entre as variáveis psicológicas e o meio-ambiente, em continuidade a uma série de estudos já publicados sobre variações psicológicas em função de variáveis climáticas e astronômicas, tais como atuação de ondas e campos eletromagnéticos, avaliando sobretudo as variáveis astrológicas . Para tal, faz um amplo levantamento de pesquisas que procuraram avaliar astrologicamente a personalidade e o humor – e isto através de estatísticas, observações e correlações com testes psicológicos.

· REPERTÓRIO DOS TEMPOS DE ANDRÉ DO AVELAR E A ASTROLOGIA EM PORTUGAL NO SÉCULO XVI, de Adalgisa Botelho da Costa. Mestrado em História da Ciência. PUC – SP. Orientador: Roberto de Andrade Martins. 01/10/2001.

Esta dissertação estuda a história da astrologia portuguesa no século XVI, tomando como exemplo central uma obra do final do século: o Reportório dos Tempos (1585), escrita por André do Avelar, que é um manual que abrange temas variados, sendo que grande parte dele é dedicada a temas astrológicos. Inicialmente, este trabalho apresenta uma visão geral sobre a situação da astrologia européia na época, passando depois a dar atenção especial à situação de Portugal, onde outras duas obras astrológicas já haviam se consagrado: a de Frei António de Beja e a de Abraham Zacuto.

· ASTROLOGIA VERSUS ASTRONOMIA NO SECULO XII: A POSICAO MAIMONIDEANA, de Marco Antônio Neves Soares. Mestrado em História. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho/Assis – SP. Orientador: Eduardo Basto de Albuquerque. 01/09/1995.

Esta dissertação trata das argumentações que o filósofo islâmico Maimônides (1135-1204) teceu contra a astrologia, procurando invalidá-la através de argumentações filosóficas, religiosas e históricas. Esta tese procura demonstrar também que a cisão entre astrologia e astronomia ocorreu no século XII, no mundo oriental, baseado no modelo cosmogônico aristotélico-ptolomaico.

· CONSIDERAÇÕES ACERCA DA CIENTIFICIDADE DA ASTROLOGIA À LUZ DAS IDÉIAS
DE POPPER, KUHN E FEYERABEND, de Cristina de Amorim Machado. Bacharelado em Filosofia. UERJ. Orientador: Antonio Augusto Passos Videira.10/02/2004.

Esta monografia estuda o estatuto epistemológico da astrologia e pretende oferecer uma visão crítica mais fundamentada da relação entre astrologia e ciência, afastando os preconceitos e o dogmatismo que cercam essa discussão, tanto por parte de cientistas e filósofos quanto por parte dos astrólogos. Esta investigação baseia-se em três pontos de vista relevantes na filosofia da ciência contemporânea: Karl Popper, Thomas Kuhn e Paul Feyerabend. A escolha desses filósofos decorre do fato deles usarem a astrologia como exemplo quando tentam demarcar ou problematizar as fronteiras da ciência.

Sites:

· PORTO DO CÉU: http://portodoceu.terra.com.br/

Site criado e desenvolvido pela jornalista Roberta Tótora e que recebeu o prêmio IBEST de melhor site na categoria Religião e Esoterismo do Brasil (2001) e ficou, por duas vezes consecutivas, entre os dez melhores na categoria Arte e Cultura (98 e 99). Nele se encontra reunido a melhor produção intelectual do país, se diferenciando em muito da imagem pervertida e habitual que se tem sobre o assunto, proporcionando então uma melhoria no nível de discussão e de entendimento do tema.

· RICARDO COSTA: www.ricardocosta.com

Este site pertence a Ricardo Costa: professor adjunto de História Medieval da Universidade Federal do Espírito Santo e membro do Instituto de Filosofia e Ciência Raimundo Lúlio, da Associação Brasileira de Estudos Medievais. Ele movimenta uma série de Grupos de Estudos Medievais – de onde a Astrologia jamais poderia ficar de fora. Vide o texto Olhando Para as Estrelas, A Fronteira Imaginária Final – Astronomia e Astrologia na Idade M é dia e a Visão Medieval do Cosmo .

· MATHESEOS: http://joseprudencio.com.sapo.pt/

Matheseos significa “matemática celeste ou astrologia matemática” e é o nome dado a uma associação cultural sem fins lucrativos que procura promover o avanço filosófico e científico da astrologia. Criada pelo astrólogo português José Prudêncio, ela procura investigar certas questões que o estudo astrológico inevitavelmente levanta, revelando a sua natureza como legado cultural e como visão de mundo e mostrando as relações que este saber possui com a Filosofia, a Antropologia e a Epistemologia.

· C.U.R.A: http://cura.free.fr/cura-en.html

C.U.R.A. é a sigla para o Centre Universitaire de Recherche en Astrologie (Centro Universitário para Pesquisa em Astrologia) e constitui uma grande referência internacional, tanto para astrólogos quanto para não-astrólogos. Sob a coordenação de Patrice Guinard, o Centro procura manter a vitalidade da Astrologia e sobretudo mostrar a sua importância no que concerne à própria experiência do conhecimento . Para tal, procura divulgar textos e documentos astrológicos sob três abordagens distintas: histórica, epistemológica e técnica.

· KEPLER COLLEGE’S http://www.kepler.edu/index.html

Este é o site da Faculdade de Astrologia nos Estados Unidos, que está autorizada a conceder diploma de bacharelado para seus alunos. Sua primeira turma com eçou em julho de 2000. Sua missão é reintegrar o conhecimento astrológico dentro do conjunto dos conhecimentos humanos já existentes, interagindo-o com outras disciplinas, instituições e indivíduos.

· INSTITUTO WARBURG: http://www.sas.ac.uk/warburg/default.htm

O Instituto Warburg, que se moveu da Alemanhã em 1933 para escapar do regime nazista, foi incorporado definitivamente a Universidade de Londres em 1944. Ele tem como objetivo fundamental estimular o estudo da Tradição Clássica cujos elementos estejam presentes no pensamento, na arte, na literatura e na arquitetura européias e que tenham derivado do Mundo Antigo. Este instituto possui um acervo fabuloso sobre imagens e gravuras astrológicas, além de diversos estudos que foram empreendidos a respeito do assunto pelos seus pesquisadores.

· ESPAÇO ASTROLOGIA: http://www.espaco-astrologia.com/

Site português coordenado pelos astrólogos Luiz Ribeiro e Helena Avelar. Eles pretendem divulgar e promover o correto entendimento da Astrologia, visto que ela se encontra atualmente muito adulterada e mal compreendida. Para eles, “qualquer um pode dizer que é ‘astrólogo’.(…) Nunca como hoje houve tanta divulgação enganosa, tanta deturpação e tanto oportunismo ligado à Astrologia. (…) A Astrologia é complexa. A sua aprendizagem exige esforço, maturação e profundidade de pensamento. (…) Esta ignorância é a principal responsável pelas enormes deturpações na prática e aplicação da Astrologia atual”. Foram de suas palavras que o Dep. Leonardo Picciani se utilizou para dar seu parecer com relação ao projeto de lei de n 6748/2002 que dispõe sobre a regulamentação da profissão de astrólogo.

· JORNAL ASTROLOGIA: http://jornal-astrologia.com/

Site português coordenado pela jornalista Rita Moura. Ela pretende demonstrar, através dos textos que disponibiliza, o desconhecimento geral que paira sobre a Astrologia, que freqüentemente se vê discutida e analisada pelo seu viés mais periférico e folclórico, o que contribui em muito para a sua má reputação.